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Ashtar Sheran: Fato evidenciado ou mito idealizado? PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
28 de abril de 2007

ASHTAR SHERAN: FATO EVIDENCIADO OU MITO IDEALIZADO?

Voltando ao tema "Ashtar Sheran" que no idioma Sânscrito significa: “O SOL QUE MAIS BRILHA”, acreditava-se que a primeira menção a esta entidade teria sido feita pelo “médium” alemão Herbert Victor Speer, em 1958, líder de um movimento em Berlim conhecido por "Space Brothers Movment", através da obra psicografada “A Grande Missão Celeste de Ashtar Sheran”, aonde consta que "Ashtar Sheran" seria “Comandande-em-chefe da Frota Extraplanetária, da Confederação Intergaláctica da Grande Fraternidade Branca Universal” mas, a pesquisa mais atenta mostra que menções a esta entidade foram feitas alguns anos antes pelo suposto “contatado” norte-americano George W. Van Tassel que era piloto de testes da Howard Hughes, Douglas Aircraft e inspetor de aeronaves da Lockheed-Martin, uma das maiores empresas de tecnologia aeroespacial do mundo. George Van Tassel morava no sul da Califórnia e já aposentado, começou a fazer “canalizações” e a difundir o chamado contato psíquico com supostas entidades de origem alienígena.

O ano era 1952, quando George publicou seu primeiro livro intitulado “I Rode a Flying Saucer”. Neste livro, baseado praticamente nas “comunicações” psíquicas de George está escrito que o “Comandante Ashtar Sheran” anunciava sua presença e chegada “oficial” a Terra em 18 de Julho de 1952. Segundo as descrições do "contatado", "Ashtar Sheran" seria um extraterrestre de nível "etéreo", ou seja, de consistência puramente em forma de energia, devido a sua "escala vibratória superior". Também é descrito que “Ashtar Sheran” teria aspecto andrógeno; com estatura entre 1,90 e 2,20 metros; cabelos longos e de cor loiro claro ou branco azulado; sua roupa seria formada por uma espécie de macacão com botas de aspecto dourado; no peito, ostentaria um símbolo formado por sete estrelas e na cintura, uma espécie de cinto com uma pedra ou objeto em alto-relevo a mostra.

Na verdade, as descrições atribuídas a este ser são várias, já que a sua forma aparentemente física variaria de acordo com a galáxia ou Planeta que ele estivesse atuando. Este ser também se apresenta dizendo estar a serviço de “Sananda”, que seria o Jesus Cristo que os católicos e cristãos falam, já que para os judeus, não existia um “Jesus Cristo”, somente uma pessoa conhecida por Ieshu ou Jesus; o termo “Cristo” é criação do polêmico apóstolo Paulo ou Saulo de Tarso. Voltando a “Ashtar Sheran”, este ser também diz ser representante das civilizações extraplanetárias, sendo o “Comandante-em-chefe” da “frota de espaçonaves confederadas”, entidades esta que seria formada por inúmeras formas de vida de diferentes civilizações e com as mais variadas aparências e formas e que decidiu atuar a partir do momento em que habitantes do Planeta Terra começaram a fazer testes com artefatos atômicos e termo-nucleares. Algumas das funções mítica deste ser seriam então, a de enviar mensagens aos habitantes do Planeta Terra, para que estes tomassem consciência de suas ações; orientar e ajudar durante os períodos de transição da Terra para uma “dimensão superior” e resgatar seres-humanos que estivessem “preparados” ou em perigo, para serem novamente recolocados na Terra, após um inevitável cataclismo que estaria se aproximando. George acreditava que este ser procedia de Vênus (embora em algumas passagens e comunicações existe a menção de que “Ashtar Sheran” viria de um Planeta de nome Methária que orbitária o sistema trinário de Alfa do Centauro), aonde, esotericamente, existiria um tipo de forma de vida de natureza dimensional e distinta da humana. Em 1954 George Van tassel, sob orientação das entidades que o contatavam promoveu um evento no deserto de Mojave, perto de Landers na Califórnia, num local denominado Giant Rock que reuniu milhares de simpatizantes, místicos, curiosos, “contatados”, agentes do FBI e fanáticos pelo tema. Em 1956, chegou a publicar outro livro, chamado “Into this World and Out Again”, aonde forneceu mais informações “canalizadas” sobre vários aspectos filosóficos do mundo. Como a maioria dos “contatados” George Van Tassel também parece ter sofrido da chamada “Síndrome do Contatado” e passou a se dedicar à criação de movimentos “cósmicos” e ao desenvolvimento de aparelhos e instrumentos que teriam a finalidade de ampliar as capacidades mentais e adormecidas dos seres-humanos (esta, aliás, torna-se uma prática constante em pessoas que dizem manter contatos com extraterrestres, aonde estes induzem a construção de aparelhos estranhos que jamais funcionam ou que empregam conceitos teóricos distorcidos a respeito de um assunto). Um destes aparelhos denominado “Integratron”, que segundo as palavras de George Tassel o descreve como: “The purpose of the Integratron is to recharge energy into living cell structure, to bring about longer life with youthful energy". Infelizmente esta sua invenção jamais chegou a ser finalizada e George faleceu em 9 de Fevereiro de 1978. Mas, as investidas de “Ashtar Sheran” não terminaram por aí. Existe muita similaridade entre os contatos de George Tassel e um outro famoso “contatado” chamado George Adamski, polonês que veio para os EUA em 1893 e que também dizia manter contatos com seres de Vênus e também de Marte e Saturno, sendo que algumas descrições de "Ashtar Sheran" ditas por George Tassel, se assemelham aos seres descritos por George Adamski. Curiosamente Adamski morava na Califórnia e teria começado a ter algumas experiências em 1946. Após seu famoso contato de 1953, também no deserto da Califórnia(!), Adamski passou a divulgar uma filosofia messiânica e cósmica, baseada no que os seres lhe transmitiam, chegando a fundar uma organização denominada IGAP (International Get Acquinted Program) e um outro culto denominado “Royal Order of Tibet” e chegou a escrever 3 livros sobre suas aventuras: “Flying Saucers Have Landed” (1953), “Inside the Space Ships” (1955) e “Flying Saucers Farewell” (1961). Adamski faleceu em 26 de Fevereiro de 1965. Outro “contatado” famoso também dos EUA fundou a chamada “Sociedade Aetherius” em 1955, baseado em informações transmitidas por supostos alienígenas, entre eles, novamente “Ashtar Sheran”. Coincidência ou não, o nome deste “contatado” era George King que faleceu em 1997. Aliás estas coincidências de George’s são um tema interessante, quem sabe para uma próxima oportunidade. Vale observar que novamente, coincidência ou não foi logo após a produção do clássico filme “The Day the Earth Stood Still” (O Dia em que a Terra Parou), em 1951 que a era “moderna” do “contatismo”, aonde seres de aspecto humanóide e com mensagens de alerta para a humanidade, se iniciou de forma pública e evidente. Antes disso, um filme francês produzido em 1902 por George Mélies (outro George!) chamado “La Voyage dans la Lune” (A Viagem a Lua) deve ter sido o primeiro a falar de contatos entre seres-humanos e extraterrestres.

Uma outra “contatada” famosa, foi a pessoa que na Terra recebeu a “autorização” da própria entidade "Ashtar Sheran", para ser sua biógrafa oficial. Me refiro a Thelma Terrel (falecida em 1993), conhecida nos meios esotéricos e místicos pelo codinome “Tuella” que dizia ter pertencido a frota de espaçonaves do “Comandante Ashtar” numa existência passada. Como muitos outros "contatados", Thelma Terrel se auto-intitulava uma pessoa de origem extraterrestre, acreditando ser uma “entrante” ou “walk-in”.Um dos livros de Tuella, chamado “Ashtar - Brotherhood of Light” , totalmente canalizado, descreve que “Ashtar Sheran” é comandante de uma colossal astronave que está próxima a atmosfera da Terra e que na história da Terra, ele seria conhecido como sendo o “Arcanjo Michael ou Miguel” citado nos livros bíblicos e a serviço do “Governo do Grande Sol Central desta Galáxia”. É importante destacar que toda comunicação mental está sujeita a inúmeras interferências, advindas de paradigmas, formação moral e cultural da pessoa que diz estar recebendo a mensagem. Sendo assim, é possível que os nomes dos supostos extraterrestres possam estar sendo interpretados de forma errada e contato após contato, a confusão se perpetua.

Segundo alguns seguidores, o melhor “canal” da entidade “Ashtar Sheran” teria sido o também alemão Hermann Ilg de Reutlingen, Alemanha, que faleceu em 1999 com 80 anos. Este “contatado” acreditava estar em contato com os chamados “Santinians”, de onde “Ashtar Sheran” seria originário e que teriam dito que habitavam o terceiro Planeta a orbitar a estrela Alfa Centauro A (chamado Methária). Segundo o próprio “Ashtar Sheran”, este Planeta teria um clima equilibrado e uma fauna/flora mais diversa do que a da Terra. Os habitantes deste Planeta passariam a maior parte de suas vidas no espaço, como pesquisadores. A função deles seria algo parecido com a missão protagonizada pelos tripulantes da espaçonave “Enterprise” da série “Jornada nas Estrelas”: buscar, reconhecer e estudar outras formas de vida. Esta civilização teria o desejo de ajudar a civilização da Terra, sempre respeitando o nosso “livre-arbítrio”, e jamais nos forçando a algo, como, segundo estes seres, fazem as entidades extraterrestres de Órion, conhecidos na Terra como “Grays” ou “Greys”. A entidade “Ashtar Sheran” também teria contatado o alemão Ethel P. Hill e o suíço Karl Schönenberger.

Neste ponto é bom observar que grande parte dos “contatados” aqui citados e seus seguidores sempre deixaram claro que nada tem a ver com uma organização conhecida por “Ashtar Command” ou “Comando Ashtar” e a personificação que estas fazem da entidade “Ashtar Sheran”. Esta organização teria sido iniciada por um homem chamado Robert Short (ou também conhecido por Bill Rose) que era o editor de uma revista veiculada nos anos 50 chamada “Interplanetary News”. Robert Short era amigo de George W. Van Tassel e insistia a este que as comunicações de “Ashtar Sheran” deveriam se tornar populares e comerciais, para que Tassel e ele ficassem “famosos” e não para trazer alguma verdade ao público, ou seja, o foco deveria ser lucro para eles. Como George Van Tassel, parecia não concordar com estes termos, criou o seu próprio “Ashtar Sheran”, através da organização “Ashtar Command”, o que, segundo as pessoas incumbidas de preservar o trabalho de George Van Tassel acabou por criar uma aura de misticismo e fanatismo em torno da figura de uma entidade clonada de “Ashtar Sheran”, transformando-o num “filósofo metafísico” aonde alguns poucos “escolhidos” aqui na Terra fariam parte de uma “elite espiritual”. Mais uma vez a vaidade humana entra em cena.

No Brasil, existem várias entidades e pessoas que dizem manter contato com a entidade “Ashtar Sheran” e são orientadas a seguir seus ensinamentos. O mais conhecido e talvez mais antigo seria o CEEAS – Centro de Estudos Exobiológicos Ashtar Sheran, localizado em Salvador, Bahia e com filiais em Brasília, São Paulo, Curitiba e Natal. Foi fundado por Paulo Fernandes, em 1973, que teria mantido “contatos” físicos e telepáticos com “Ashtar Sheran” desde 1969 e teria sido o próprio “Ashtar Sheran” que teria pedido para que Paulo Fernandes fundasse a entidade com o objetivo de estudar e divulgar a presença de extraterrestres na Terra e suas supostas mensagens. Hoje a entidade é coordenada por Ana Santos e Marco Vinicius Almeida e segundo este a entidade não é nenhuma forma de seita ou religião e também não gosta de ser vinculada a chamada “ufologia mística”, que cultua “Ashtar Sheran” como um novo messias, mas acredita na versão que até o próprio Jesus Cristo seria membro da equipe do “comandante” extraterrestre. Nestes termos, Jesus Cristo ou “Lord Sananda” seria o representante da Terra na “confederação intergaláctica”.

Outro “contatado” brasileiro que garante manter contato com “Ashtar Sheran” é o professor Lúcio Valério Barbosa que reside no Mato Grosso do Sul, aonde realiza trabalhos na Colônia Boa Sorte. Lúcio diz que esta entidade se apresenta como sendo “comandante de uma frota de naves estelares em missão na Terra”. A história é a mesma: poderes paranormais; ajuda humanitária, etc, tudo “doado” pela entidade. Como curiosidade, no Chile, vive um “contatado” que diz ser filho de “Ashtar Sheran”, seu nome é Aaron Sheran!

Mas a verdade é que as referências ao nome Ashtar podem estar relacionadas as descrições feitas pelo auto-proclamado médium e dentista norte-americano, que vivia em Nova Iorque, chamado John Ballou Newbrough que teria psicografado ou “canalizado” a obra "Oahspe", no ano de 1882. Nesta obra John Ballou, que alegava que as “sagradas escrituras” foram reveladas a ele por “entidades angelicais”, faz referência a estes seres espirituais que viajariam em naves “etéreas” e que teriam a missão de proteger mundos menos desenvolvidos. O nome destes seres seriam "Ashar" e o plural seria "Ashars". As descrições destes seres os mostram como altos, corpo atlético e de morfologia humanóide, aparência nórdica, cabelos loiros ou alvos e olhos azuis. Possuem um olhar penetrante e desafiador, sendo que estariam interessados em pesquisar e compreender as formas de vida existentes no Universo e assim compreender a sua própria existência. Seriam na verdade como uma espécie de “antro-arqueo-psico-exo” cientistas! Outra menção interessante é que existem referências nesta obra a um místico local chamado de “Sham” que é muito coincidente com o nome que “Ashtar Sheran” designa para a Terra: o Planeta Shan. Anos mais tarde, John Ballou fundou uma religião própria, chamada de “Faitismo” (Faithism) a qual, até os dias de hoje, ainda possue um pequeno número de seguidores. O “Faitismo” e a obra “Oahspe” não são conhecidas do público em geral, pois não são feitas propagandas em torno do assunto, permanecendo mais numa condição sectária. A própria obra “Oahspe” é volumosa, pois contêm mais de 900 páginas e centenas de ilustrações bizarras e de difícil compreensão.

Outras referências interessantes sobre "Ashtar Sheran", estão nos trabalhos do peruano Dr. Victor Yañez Aguirre, médico e parapsicólogo do Hospital da Polícia do Peru, tendo sido ainda presidente da Associação Peruana de Parapsi­cologia e presidente da Sociedade Teosófica. Uma de suas pesquisas é relativa à experiência vivida pelo “contatado” Eugênio Siragusa (mestre do famoso estigmatizado e que se diz “contatado”, Giorgio Bongiovanni) na Itália. Os “contatos” de Eugênio Siragusa ocorreram a partir de 30 de Abril de 1962 aonde ele alegava ter mantido contato com várias entidades de origem extraterrestre, entre elas "Ashtar Sheran" nos arredores do vulcão Etna localizado na Sicília. Mais adiante veio a contatar, de forma casual, um ser chamado "Adoniesis" que também se comunicava de forma telepática e, de acordo com as descrições do “contatado”, não pertencia à nossa dimensão. As descrições de Eugênio para "Ashtar Sheran" é a de um ser de aspecto atlético perfeito, vestindo uma espécie de macacão de cor cinza prateado, com braceletes luminosos nos pulsos e tornozelos. Ainda segundo Eugênio, o ser "Ashtar Sheran", acompanhado de seu “primeiro tenente”, o ser “Ithacar” teria dito que era o “Comandante dos Povos Confederados” em missão sobre a Terra. Disse que tinha uma importante mensagem para os cientistas e chefes de estados: que deveriam cessar com todos os experimentos nucleares na atmosfera e no subsolo e convidava a humanidade do Planeta Terra a viver em paz, justiça e fraternidade.

Um outro caso pesquisado pelo Dr. Aguirre envol­veu o engenheiro Enrique Castillo Rincón na Colômbia que chegou a contatar dois extraterrestres denominados de "Cromacan" e "Krisnamerk", que se diziam provenientes de um grupo de estrelas localizadas nas Plêiades. Estes contatos na Colômbia se iniciaram devido a outra experiência ocorrida em 1973 nos EUA com uma pessoa de carro que circulava por uma rodovia quando repentina­mente, sem razão aparente, o veículo saiu da pista e colidiu violentamente contra uma árvore. Imediatamente outros carros próximos pararam na intenção de socorrer o motorista. Mas qual não foi a surpresa de todos ao ver que não havia ninguém no interior do veículo. A polícia identificou os restos do carro como sendo de propriedade de um jovem venezuela­no radicado nos EUA. Segundo sua ficha de estudos e pelos depoimentos recolhidos, o jovem havia sido um brilhante estudante de engenharia, muito querido pelos seus amigos e colegas e que, até recentemente, trabalhava numa usina nuclear local.

Durante as semanas seguintes ao incidente, a polícia e autoridades do governo norte-americano foram mobilizadas na tentativa de elucidar o caso, mas, após longas e trabalhosas investigações, não conseguiram chegar a nenhuma conclusão que esclarecesse o mistério. O corpo simplesmente havia desaparecido. E o pior, o que complicava tudo, era que o desaparecimento não deixara qualquer vestígio e ocorrera na presença de todos os que naquele momento transitavam pela rodovia.

As buscas continuaram durante meses, mas sem obter nenhum resultado. As autoridades haviam comprado uma incômoda dor de cabeça. Os órgãos diplomáticos exigiam um desfecho e uma conclusão. A pressão dos parentes e amigos se avolumava.

A família, que morava numa pequena e pacata cidade na periferia de Caracas, recebeu, algum tempo depois, um comunicado oficial, o qual ratificava as estranhas condições em que o jovem engenheiro desaparecera. As informações eram con­traditórias e difusas, assim como um tanto obscuras, já que as autoridades norte-americanas consideravam o sumiço como um caso de vingança, provavelmente seguido de assassinato. Porém, como não havia um corpo a remeter, limitaram-se a enviar todos os seus pertences e bens pessoais. Sem mais esclarecimentos e em vista do ocorrido, os familiares tiveram de se conformar com a perda.

Sendo espíritas, e insatisfeitos com a cruel e triste forma de terem sido despojados do seu jovem e querido filho, os familiares decidiram realizar uma sessão mediúnica, na qual convocariam a alma do suposto falecido para saber detalhada­mente do acontecido e, assim, despedirem-se finalmente, desejando-lhe os melhores votos de paz e felicidade nessa sua nova condição! O médium receptor seria um jovem estudante de medici­na, amigo e antigo colega do falecido.

A expectativa era grande, todos aguardavam estreitar seus laços com o infortunado rapaz. Conforme o tempo transcorria, uma curiosa e estranha névoa azulada formava-se ao lado do sensitivo, assumindo vagarosamente a forma de uma nuvem circular. Essa forma gasosa emitia uma luz tênue, lembrando fumaça de cigarro iluminada ou fosforescente que, a intervalos, aumentava sua intensidade. Parecia que pulsava. Rapidamente a névoa compactou-se formando uma semiesfera e do seu interior surgiu uma sombra. Lentamente, do desconhecido, uma forma humanóide aparecia. Era um ser semelhante a um ser humano mas de aspecto “angelical”. O rosto era belo, de traços suaves e bem delineados, mas sem perder o ar sério e severo. Os olhos eram claros e ligeiramente rasgados, o cabelo era comprido e loiro, penteado para trás. Seu corpo era proporcional, esguio e atlético, sua altura beirava 1,80 metros aproximadamente com os membros perfeitamente normais e mostrando o contorno dos músculos. Vestia-se de forma simples, ostentando um macacão folgado com as mangas acabando em punhos apertados, botas semelhantes ao couro, de cano longo sem folga, e um cinto largo na cintura.

A figura humanóide colocou-se à frente da luz, em pé, olhando sério para o grupo que, totalmente atordoado, não conseguia compreender o que estava se passando. O ser de origem desconhecida, olhou para o médium que em seguida começou a falar, como se estivesse recebendo uma mensagem através da telepatia: “Não temam, não lhes farei nenhum mal, meu nome é ASHTAR SHERAN, sou Comandante da frota de espaço­naves de Ganímedes. Seu filho não está morto e nem perdido, encontra-se entre nós. Veio por livre vontade e deseja permanecer conosco, não se preocupem pois ele estará bem”. O ser continuou a falar, oferecendo um panorama de eventos que deveriam se concretizar ao longo dos anos seguintes até que terminou dizendo: “Estes fatos [referindo-se à autodestruição da humanidade] serão concretizados como conseqüência dos seguintes aspectos: aparecerá um líder político no futuro, dentro do conglomerado social dos países unidos que dominará as massas e regerá os destinos sociais e econômicos dos demais países. O seu poder estará auxiliado por mecanismos que ele mesmo colocará em jogo, como conhecedor das leis metafísicas e, em seguida, se produzirá a invasão dos continentes. E quero avisá-los que a paz assinada na região que chamam de Vietnã, servirá de degrau imediato para o conflito bélico seguinte entre árabes e judeus. A isso se seguirão terremotos que devastarão cidades e que tentaremos alterar para evitar piores danos” e dito isto, retornou à luz e desapareceu.

 

Este incrível acontecimento foi bem pesquisado pelo investigador colombiano Eng. Enrique Castillo Rincón que, após algum tempo, aproveitaria o acontecido na Venezuela para fazer uma experiência similar na Colôm­bia, reunindo, para isto, uma equipe de sensitivos selecionados, os quais buscariam entrar em contato telepático com alguma inteligência extraterrestre e cujos resultados obtidos foram satisfatórios, sendo que novamente o ser denominado "Ashtar Sheran", voltou a se manifestar.

 

Outra pesquisa, digna de conhecimento é a que acompanhei bem de perto por quase 15 anos em torno dos irmãos peruanos Sixto José Paz Wells, Carlos Roberto Paz Wells e Rose Marie Paz Wells, sendo estes filhos de José Carlos Paz Garcia Corrochano, fundador do IPRI – Instituto Peruano de Relações Interplanetárias.

Numa das muitas experiências que este grupo alega ter vivido, está uma em particular que considero interessante em vários aspectos e que se reporta ao tema que ora desenvolvemos. Estes acontecimentos teriam ocorrido em 1974, no deserto de Chilca, Peru, aonde uma aeroforma de formato lenticular teria pousado e dela uma forma humanóide teria surgido e se identificado como sendo o comandante da frota de espaçonaves que estão destacadas para trabalhar no Sistema Solar. Seu nome seria ANTAR SHERART, nome muito parecido ao de ASHTAR SHERAN, que se identificava como comandante da frota de espaçonaves de Ganímedes, satélite natural de Júpiter.

Segundo as informações fornecidas pela entidade, as sílabas "SH" e "ER" do sobrenome significam "comando" e "dignidade" respectivamente e a sílaba "SHER" faria parte da composição de ambos os nomes como indicativo da “função” desempenhada por estas entidades. As sílabas finais como "ART" e "AN" determinariam a “jurisdição”, “alçada” e “competência” de seu comando. Estes dois nomes em particular têm provocado muita confusão, pelo fato de serem parecidos.

Porém, a figura de "Ashtar Sheran" erroneamente ganhou maior abrangência através do espanhol Juan José Benitez López, que antes de ser um escritor famoso era um repórter desconhecido e sem expressão de um periódico chamado “Gaceta del Norte de Bilbao”. Quando as notícias sobre "Ashtar Sheran" e OVNI´s vindas da América do Sul, através das experiências dos irmãos Wells já estavam chegando na Espanha, Benitez foi enviado à América do Sul para levantar mais informações. Isto ocorreu porque a Espanha a pouco havia sido bombardeada com o "ufo-culto" dos "ummitas" ou "umnitas" e o assunto estava ainda em evidência. Assim o jovem e pretensioso repórter acompanhou várias experiências de grupos de “contatados” ocorridos no Peru, Espanha, Venezuela e Colômbia, e foi devido a isto que escreveu seus dois primeiros livros contando estas aventuras. O primeiro se chamava “OVNIS: SOS A LA HUMANIDAD” e contava exclusivamente as experiências dos irmãos Wells que haviam fundado uma organização chamada “Misión Rama” e que aqui no Brasil ficou conhecida por “Missão Rama” e mais tarde por “Projeto Amar” e um outro livro chamado “100.000 KM TRAS LOS OVNIS”, contando mais situações de grupos de contato que ele mesmo teria investigado. Nestas duas obras foi aonde Benitez misturou muitas informações e inventou outras tantas que acabaram por dar a entidade “Ashtar Sheran” uma fama que não existia. Isto nos mostra, através de um exemplo real, como uma informação errada pode provocar grandes confusões e ainda se transformar numa espécie de lenda que mesmo com muita explicação e esclarecimento não consegue reparar os estragos causados.

Outro dado interessante e que acredito seja de pouco ou nenhum conhecimento reside no fato curioso de quem em 1973 ou 1974 foi lançado um livro justamente no Peru, chamado "Yo Visite Ganimede" de Yosip Ibrahim, pseudônimo do “contatado” peruano José Roscielos. Este livro, segundo o autor, narra suas experiências de supostos contatos com extraterrestres ("Ashtar Sheran" inclusive) vindos de Ganímedes. Yosip diz que viajou até Ganímedes em uma nave destes seres, aonde lhe foi informado a presença extraterrestre desde a antiguidade da Terra (Sumérios, Egípcios, na Bíblia, etc); as idéias de resgates de pessoas que teriam sido “eleitas” para serem salvas; as famosas previsões de fim de mundo, que segundo estes seres, ocorreria em 2001 e outras alegações fantásticas. O fato é que esta obra foi a que teria influenciado quase todo o país e boa parte da América do Sul mas, curiosamente, não chegou no Brasil. Sendo assim, com tantas fontes diversas de informação, resulta difícil averiguar o que de fato ocorreu naqueles anos e o nível de contaminação que pode ter ocorrido o fato é que coincidentemente a conhecida “Misión Rama” também surgiu em 1974 e contando uma história parecida.

Ainda contando um pouco mais sobre Benitez, ao que parece ele teria manipulado um grande número de informações a seu favor simplesmente para ficar famoso. É difícil admitir a idéia de que ele, como pesquisador que se dizia ser, tivesse ignorado a existência deste livro, pois sabe-se hoje que esta obra chegou a ser bastante comentada no Peru nos anos 70. Tudo parece indicar que foi mais uma vítima da "doença fatal da certeza" que acomete muitas pessoas, sejam cientistas ou não e ninguém está livre deste "mal", que é fácil de ser adquirido; demorado de ser reconhecido e difícil de ser tratado e eliminado.

O fato é que ainda sobre "Ashtar Sheran", muitas pessoas públicas, famosas e do meio artístico (inclusive muitas de nacionalidade brasileira) estão envolvidas em "ufo-cultos" e outros movimentos de estilo messiânico e escapista. Existem basicamente duas vertentes de informações sobre a situação do Planeta, do ser humano e do provável futuro que nos aguarda e ambas estas vertentes são atribuídas a "Ashtar Sheran". Este é o ponto que considero crucial para separar o prestável do imprestável. As informações vindas das duas faces de “Ashtar Sheran” são tão antagônicas e contraditórias que resulta difícil acreditar que venham da mesma fonte. Uma das faces desta entidade se apresenta como “comandante” de uma frota de milhares de naves e distribui promessas de evacuação e resgate de pessoas aqui da Terra quando a mesma estiver na eminência de uma destruição total. Um dos projetos criados por fanáticos desta face de "Ashtar Sheran" seria o chamado "Project World Evacuation", do qual muitos artistas famosos, como Nina Hagen, fizeram parte e que retiraria da Terra, alguns poucos "escolhidos" para que escapassem da destruição e voltassem quando a situação estive normalizada, como se retirar o problema, fosse a solução. Foram também divulgados vários "mandamentos" do referido ser por diversas comunidades e agrupamentos esotéricos bem como foram realizadas várias “previsões” por porta-vozes de "Ashtar Sheran" que, claro, nunca ocorreram.

Talvez uma contribuição negativa que agravou ainda mais o problema tenha vindo de uma boa intenção de um brasileiro, o falecido radialista e repórter da Rede Bandeirantes de Rádio e TV de São Paulo, Alexandre Kadunc. Sempre interessado pelos assuntos metafísicos e pelo fenômeno OVNI e ainda preocupado com a situação ecológica do Planeta, Alexandre utilizou a imagem de "Ashtar Sheran" que já estava conhecida como uma espécie de protetor do Planeta e nos anos 80 começou a divulgar a famosa “Mensagem de Ashtar Sheran” como forma de chamar a atenção das pessoas para os problemas sociais e políticos do mundo. Foi assim que muitas pessoas passaram a captar e a gravar a tal mensagem em seus aparelhos caseiros de gravação. Com o tempo, a situação começou a ficar conhecida e cada vez mais pessoas apareciam com as mensagens gravadas, obtidas nas mais diversas situações. Algumas diziam estar gravando uma música de um disco e a mensagem aparecia quando se ouvia a gravação; outras diziam que a mensagem aparecia gravada mesmo com o aparelho desligado da tomada; outras ainda diziam ter recebido instruções do próprio “Ashtar Sheran” para fazer a gravação; e muitas diziam que um amigo de um amigo de outro amigo tinha feito uma gravação de algo. Eu cheguei a analisar várias destas gravações e a quantidade de versões, acréscimos e cortes em comparação com a mensagem original eram gritantes. Muitas versões mostravam até os nomes das pessoas que haviam feito a gravação como as representantes oficiais de "Ashtar Sheran"; outras ainda colocavam atributos de super-herói a suposta entidade e outros colocavam que a “salvação” estava em ouvir suas idéias pessoais. Ocorre também que muitas pessoas munidas de estações de rádio amadoras (rádios piratas, faixa do cidadão – PX, etc), conseguiam gerar interferências e ter potência suficiente para sobrepujar o sinal de rádios e assim, conseguir transmitir várias versões da tal mensagem e, quanto mais perto destas estações irregulares, mais nítido e forte era o sinal captado. Quantas pessoas conseguiram fazer estas transmissões; quantas versões existem desta mensagem e quantas pessoas se sentiram especiais, nunca iremos saber!

Enfim estava claro e evidente que foi um longo período em que mensagens com um teor apocalíptico alternavam-se com outras messiânicas, estimulando gradualmente, e de maneira perigosa, a fantasia e os egos de cada pessoa. A situação do mundo estava fragilizada politicamente pelo fantasma da chamada “guerra fria” e a cada dia que passava, muitos ficavam esperando o “apertar de botões” das duas maiores potências da época, iniciando assim o confronto nuclear, tão aguardado por uns e temido por outros. Não faltavam pessoas que já se consideras­sem diferentes ou escolhidas por "Ashtar Sheran", sentindo-se seres especiais numa missão mais especial ainda, o que hoje sabemos tratar-se de um fenômeno conhecido por “dissonância cognitiva”. Considero importante ter em mente que todo este período de contatismo poderia ter mesmo sido propositalmente elaborado e utilizado por inteligências terrestres ou quem sabe extraterrestres, para nos testar, procurando medir ou conhecer nossas fraquezas. Isto se enquadra no que é conhecido por PWT (Phsycological Warfare Techniques).

De qualquer forma, as extensões e desdobramentos de alguns grupos que se dizem ligados a "Ashtar Sheran" e outras supostas entidades são realmente preocupantes. Estas manifestações servem para corroborar uma hipótese conhecida desde os anos 70 por quem estuda a UFOlogia pelo ponto de vista psico-social. Segundo esta hipótese, no caso dos contatados, isto é, pessoas que não só alegam avistamentos de OVNI’s e seus tripulantes, mas que passaram a manter contatos posteriores com os mesmos, existe a possibilidade de que, em existindo realmente extraterrestres atuando, estes estivessem manipulando seus contatos com seres-humanos com o objetivo de manter o assunto OVNI desacreditado na sociedade humana e com isto favorecer o “modus operandi” dos extraterrestres entre nós, em que a clandestinidade parece ter sido a única forma de fazê-lo e mantê-lo.

Outro fato é que o descaso, desinformação e desinteresse que certos governos pregam em torno do assunto OVNI e o crescente número de seitas baseadas em motivos ufológicos é gritante. Como partilho das mesmas idéias e conceitos presentes na formulação da "Teoria da Decepção", esboçada por , John Kell, Jacques Bergier e outros, que são trabalhos pouco comentados, considero que existe muita gente interessada em difundir uma antipatia incontrolada sobre o assunto OVNI e suas manifestações e em contrapartida, temos um crescente número de abordagens "extraterrestres" disfarçadas em cultos e seitas. O que resta saber é realmente o porque e até aonde se consegue vislumbrar isto é mesmo muito preocupante, pois já estamos vivendo as consequências de tantas mentiras, desinformações e até objetivos escusos de agências de inteligência pois a medida em que o fenômeno que "não existe" interage e atinge cada vez mais um público leigo, este mesmo público não possui nenhuma informação fidedigna, pois a experiência objetiva desse público leigo é simplesmente interpretada como subjetiva pela comunidade científica e descartada (pois a ciência é levada a se intimidar com o assunto). Neste ponto, vemos que a ciência acadêmica passa a se encaixar no chamado "mito da neutralidade científica", aonde é observado que muitas vezes o "cientista neutro" é vítima de simpatias ou antipatias incontroladas e assim, tende a aceitar o que é simplesmente aceito como verdade ou falso consenso do momento científico em que vive. Se algo viola isto, então só pode ser mentira ou indigno de interesse científico. Mais uma das armadilhas de nossa sociedade dita “civilizada”.

E em virtude destas incoerências da racionalidade, o enorme e crescente público, cada vez mais leigo de conhecimento (pois informação existe até demais!) passa a duvidar da Ciência, da UFOlogia, dos Ufólogos e adere à chamada "pseudociência" e assim, assistimos ao nascimento de seitas, cultos, movimentos, agremiações, etc, que passam a interpretar o fenômeno OVNI como bem entendem, gerando um caos e uma distância cada vez maior de um entendimento real sobre o fenômeno o que os que "estão no comando" parecem querer, pois hoje temos provas suficientes de como a CIA e outras agências se aproveitaram e ainda se aproveitam do fenômeno OVNI para testar suas técnicas de guerra psicológica e controle de massas. Seria como alguém (humano ou não) estivesse habilmente conduzindo o "dividir para vencer" e assim, criando um chamariz aterrorizante (abduções) enquanto que uma legião de "colaboradores" (contatados) é sutilmente criada e implanta as idéias absurdas que vemos por aí. E note que estas pessoas perdem, muitas vezes, o seu poder de questionamento, e passam até a não se sentir mais "terrestres", encarando cada um de seu semelhante como um inimigo em potencial dos "irmãos cósmicos". Claro que existem as exceções, pois acredito que um contato inteligente e consciente entre civilizações diferentes não somente é possível como também pode já estar ocorrendo há tempos!

Muitas pessoas que pesquisei sobre o assunto "Ashtar Sheran" dizem que os extraterrestres estão “jogando” conosco o que eu considero plausível pois é fato que, neste caso, quem detêm as cartas na manga são “eles” e que sem nós, os "outros jogadores”, não existe “jogo” mas, é bom que fique claro que estes tipos de “jogos” não são acontecimentos transparentes e estão "viciados", isto é, são "jogos de cartas marcadas". Quem ler o trabalho do Psicólogo Eric Berne, que "inventou" a Análise Transacional, talvez entenda o que quero dizer. Uma das obras deste psicólogo trata do assunto "Games People Play" que está ligado ao trabalho de outro grande pesquisador chamado John A. Kell que escreveu o excelente livro "UFOS - Operation Trojan Horse". Um dos capítulos deste livro se chama: "Games Non-People Play" (o "non-people" seria uma referência a "extraterrestres") e isto, em palavras mais simples significa que nós, seres-humanos, fomos lançados no "tabuleiro" de um grande "jogo de roleta", aonde quem "dá as cartas" não é necessariamente "humano" e aonde esta "roleta" pode estar viciada! Ocorre na sub-cultura dos “contatados” uma espécie do conceito sociológico do termo “massificação” que não tem nada a ver com “produção ou transmissão de algo em massa” e sim seria a perda de proteção dos meios sociais intermediários, tornando o indivíduo vulnerável a comandos vindos de fontes desconhecidas. Isto é algo muito sutil e de difícil detecção, mas, é comum que nestes movimentos sempre exista a presença dirigida por “entidades extraterrestres”.

Devido a isso que pesquisadores se assustam com o comportamento apresentado por alguns "contatados" e "abduzidos", sobre o que falam em palestras e congressos. São típicas táticas de propagação de "pensamentos alienígenas" que podem ser altamente perigosos.

Não existe nenhuma contestação e/ou questionamento sobre a origem da "mensagem", que sempre é de natureza telepática. Para se ter uma idéia de onde o absurdo pode chegar, eu assisti a uma recente palestra de Sixto Paz Wells aonde este mostrou uma série de fotografias dizendo ser uma das colônias de extraterrestres. O problema é que Sixto alegava que as fotos eram de Ganímedes, uma das luas de Júpiter mas, na verdade, as fotos era de outra lua de Júpiter: Europa. Por várias vezes ele repetiu, olhou para as imagens e nada falou e ninguém presente sequer contestou (eu fiquei calado propositalmente para observar). É a isto que me refiro quando digo que grande parte dos “contatos” com “extraterrestres” são realizados com pessoas pouco instruídas ou despreparadas e a provável razão é que assim não há possibilidade de se criticar ou questionar qualquer tipo de informação passada por supostos extraterrestres. Exemplo disso temos de sobra: Howard Menger, Hermínio e Bianca, George Adamski, Rael, Barney e Betty Hill, Comando Ashtar, etc. Como escreveu John Keel, se de um aparelho estranho, do qual saísse uma pessoa também absolutamente estranha, pousasse no quintal de uma dona de casa de classe média e dissesse a esta que é de Vênus, quem seria ela para contestar isto? Iria acreditar, sim, que os extraterrestres vieram de Vênus, ou ainda de algum Planeta em torno de estrelas inadequadas para se ter Planetas, como as Plêiades ou ainda de uma estrela que não é uma, mas sim duas estrelas binárias fraquíssimas como é o sistema Wolf 424, apontado como origem dos ufonautas do caso UNMO, ocorrido na Espanha na década de 70. Este caso é muito interessante pois nem os pesquisadores do exterior, gabaritados e experientes da época, se deram ao trabalho de ver que a base de todo este caso estava sustentada numa mentira dita pelos supostos extraterrestres ou por quem inventou o caso; bastaria ter verificado sobres as estrelas do sistema Wolf e descoberto a engenhosa armação e quem descobriu isto foi o físico e ufologista brasileiro Alberto Francisco do Carmo.

Enfim, poucas são as pessoas que se dizem "contatadas" que estão transmitindo idéias realmente positivas e com certa coerência. Certos pesquisadores de renome dizem que "contatados" e "abduzidos" são a “Linha de Frente” de propagação de idéias e totemismos de procedência incerta. Se são extraterrestres, militares terrestres, jogos e táticas de guerra psicológica, “entidades dimensionais” ou outra manifestação qualquer, ainda não se sabe.

O que se sabe e muito bem, é que muitas das pessoas que se dizem “contatadas” e que alegam manter contato com “Ashtar Sheran”, não adquirem nenhum ganho ou benefício direto com isto; muito pelo contrário, tais pessoas passam por exposição ao ridículo; crises nas relações interpessoais, inclusive com ruína de casamentos e situação econômica; fenômenos do tipo “poltergeist”; interferências em aparelhos eletro-eletrônicos por EMI (interferência eletro-magnética); sensação de ser monitorado; estímulo a criar comunidades alternativas ou epistêmicas que funcionam por algum tempo; instruções para construir aparelhos estranhos; previsões de guerras e catástrofes e (com exceção de alguns poucos “espertos”) não ficam ricos com tudo isso, pelo contrário! Sabe-se também que quem manipula as situações de “contato” e no caso de “Ashtar Sheran” pode-se constatar isso, conhece muito bem as técnicas de PNL.

E a outra face do fenômeno "Ashtar Sheran" ? Aonde entra? Será que no caso da existência de extraterrestres e da possibilidade de que já estejam de fato contatando alguns seres humanos operariam desta maneira? Sem respeito à vida humana? Será que a evolução de uma civilização Galáctica do Tipo II, III e remotamente IV é ainda de disputas sociais, egos, competições e guerras, como a epopéia fictícia “Guerra nas Estrelas”? Se o futuro de civilizações hiper avançadas com uma tecnologia inimaginável para nós é desta forma então o que esperar de nós, “simples” seres-humanos? Como seria então o outro lado de "Ashtar Sheran" e do “contato” que investiguei e quais as possibilidades da existência do mesmo? Isto tudo reside na real possibilidade de que algo realmente de anormal e externo ao Planeta Terra (aliá, hoje acredito até em externo a este Universo ou ainda Plano de Ocorrência – Dimensão) esteja mesmo ocorrendo. Como uma das minhas especialidades é em Física de Partículas, estou sempre em contato com cientistas, pesquisadores e estudiosos do cada vez mais bizarro universo quântico e a par das últimas descobertas a respeito que dificilmente são compreendidas por quem estuda o tema, imagine então quem apenas gosta do assunto, ou ainda uma pessoa totalmente leiga? Como explicar que 90% do Universo é formado por algo que tem massa, é matéria mas é invisível e ninguém tem a mínima idéia do que seja?

Diante de todas estas pesquisas e informações, é totalmente cabível e prudente declarar então que o Fenômeno OVNI é REAL. A chamada “hipótese extraterrestre” como responsável pelo mesmo não invalida as demais. Tão pouco explica todos os casos. Porém, além de ser a mais “simples e aceitável”, é a que tem recebido mais “respaldo” das evidências apresentadas. Reais são as aeroformas; os seres; os efeitos físicos advindos da interação OVNI-SER HUMANO; os registros em radar, filmes, fotos; etc. As “abduções” e “contatos” também são reais. Se são produto de somatizações, delírios mentais, estados alterados de consciência, extraterrestres, entidades de outras dimensões, não se sabe, o fato é que reais são as cicatrizes, os temores, as testemunhas independentes, as marcas, etc. A “contaminação” de informação feita através de pessoas inescrupulosas, ignorantes ou mesmo mal-(in)formadas não justifica o ceticismo doentio que por vezes atinge a simples menção do tema e igualmente condenável é o chamado comportamento “ufolátrico”. Sendo assim, o quarteto conhecimento-percepção-discernimento-paciência parece ser a chave para que, algum dia, possamos abrir as portas que encerram os mistérios deste autêntico enigma que hoje responde pela classificação de Fenômeno OVNI.

Quando se estuda assuntos como "Ashtar Sheran" e “contatos” com extraterrestres, é necessário entender que o importante não é não errar e sim cometer erros diferentes e é por isso que enveredei por assuntos paralelos ao tema que a princípio podem parecer que nada tem a ver mas, uma atenta leitura e reflexão poderia gerar subsídios que se fossem realmente compreendidos por quem se atreve a estudar o fenômeno OVNI ou por quem insiste em rebatê-lo sentado confortavelmente em uma cadeira atrás de um computador ligado a Internet, já teria nos tirado do marasmo de mais de 50 anos em que a UFOlogia se encontra e, quem sabe, já ter gerado as condições necessárias para que um verdadeiro “salto quântico” acontecesse gerando assim condições para que um “contato inteligente” ocorresse entre a civilização do Planeta Terra e civilizações extraterrestres. Ao meu ver é fácil compreender porque uma civilização mais adiantada em relação a nós e que regularmente faz incursões por aqui, ainda não manteve um contato oficial: não existe nível para um diálogo nem entre nós, seres-humanos que habitamos o mesmo espaço de sobrevivência, imagine com entidades anos-luz da compreensão humana? Quando nos “encontramos”, com certeza “encontraremos eles”! Não se pode ter medo! Como disse o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque em seu livro “Na Fronteira do Futuro - O Projeto da UnB”: “o medo e os riscos do ridículo são inerentes aos grandes saltos”.

O pouco que pude aprender nestes últimos anos, me deixou ainda mais consciente de que representa apenas uma ínfima parte de um todo que NÃO PODE ser conhecido numa única existência! Porêm, esta mesma diminuta parte, bem compreendida não poderia ser a melhor conclusão obtida em uma existência. Depois que se aventura neste fascinante terreno do Fenômeno OVNI que insistentemente tenta nos tirar da grande “Matrix” que a humanidade construiu em torno de si, para justificar seus erros, vaidades e egoísmos, não há como voltar atrás e fingir que nada aconteceu. O Universo dá ao ser-humano o que ele, em seu coração, encontra e assim, é como a famosa cena do épico “Guerra nas Estrelas”, aonde o jovem sedento por conhecimento rápido, Luke Skywalker pergunta ao Mestre Yoda o que existe dentro de uma caverna escura e sombria que ele deveria entrar e, o mestre, com astúcia e perspicácia responde: “lá existe o que você levar consigo”!

ALTERNATIVAS POSSÍVEIS

As alternativas sobre “Ashtar Sheran” se resumem a dois pontos básicos para tentar se chegar a uma possível compreensão do que realmente está ocorrendo:

- No caso da necessidade de provas sobre a existência ou não do suposto ser, tais provas não seriam obtidas da forma tradicional que a pesquisa acadêmica está acostumada, ou seja, o erro básico é insistir continuamente que o Fenômeno OVNI e suas extensões sejam apenas um problema científico. A ciência se preocupa da observação de fenômenos naturais que se modificam aleatoriamente e sua posterior descrição, através da reprodução ou compreensão das partes que nele integram. Se, por um momento, admitirmos que alguns dos OVNI´s são “pilotados” por “extraterrestres” ou entidades inteligentes, isto de imediato implica que o fenômeno está fora e muito além do âmbito da ciência tradicional, pois não obedece a regras específicas e nem aleatórias, pois está sendo operado e controlado por alguém e só este “pequeno detalhe” já inválida toda a parafernália de metodologia científicas vigentes: é fácil estudar um pássaro ou sapo em seu habitat; é fácil capturá-los e dissecá-los em laboratório e é fácil concluir como eles funcionam mas, não se pode realizar os mesmos procedimentos naquilo que não responde a instintos naturais; naquilo que é controlado e manipulado. E é neste ponto que insisto que temos de avançar para compreender os OVNI´s e os prováveis “Ashtar Sheran´s” que se manifestam nesta nossa realidade tridimensional. Colher casos; pesquisar; realizar vigílias e tirar conclusões destas observações é lindo e maravilhoso, mas, está se esquecendo que do “outro lado” do fenômeno pode existir algo ou alguém muito mais inteligente do que nós que pode estar simplesmente “jogando” aquilo que temos capacidade para processar e compreender, ou seja, qual é, para os ufólogos, a maior fonte de informações sobre o Fenômeno OVNI? Não se originam dos próprios OVNI´s, das testemunhas e vítimas de “contatos” e “abduções” (ou seqüestros como preferem alguns)? Então, quem garante que a informação adquirida, quer seja em modo consciente, quer seja através de hipnoses regressivas é fidedigna e não implantada por hábeis mãos mágicas?

- O outro ponto reside no fato de que pessoas de várias etnias e credos que mencionam ou fazem alusão ao suposto ser “Ashtar Sheran”, também não significa evidência de sua existência. Sobre isto, temos as possibilidades do que denomino "campos informacionais" (uma espécie de campo morfogenético) e de transferência coletiva de informação; lendas; sonhos; e nada garante que alguém não tenha obtido informações sobre o suposto ser, mesmo que seja de forma inconsciente, que aliás é o estado que passamos a maior parte de nossa existência! Todo relato não pode apenas se basear no caráter da testemunha, tem de se avaliar o contexto em que o fenômeno está ocorrendo. É na análise do contexto que estão os detalhes e é nos detalhes que estão os fragmentos de explicação do Fenômeno OVNI. Hoje temos muitos detalhes do quebra-cabeça espalhados pelo Planeta; resta-nos agrupa-los e encaixa-los nos lugares corretos só que aqui tem outro detalhe! A própria ciência já chegou a conclusão de que o todo é muito mais do que a soma das partes e assim, montar todas as peças do quebra-cabeças dos OVNI´s, poderá nos dar um quadro muito mais surpreendente e fascinante do que a soma das peças. Quem sabe um dia!

E assim, estudar a existência deste e outros supostos seres é um trabalho titânico e extremamente complicado, pois as variáveis são imensas e as possibilidades de se "escorregar" e enveredar por becos sem saída é muito grande. Para investigar este assunto não é conhecendo apenas o lado científico da questão. O problema é muito mais de cunho sócio-cultural e chega a ser preocupante. Por outro lado, deixar o assunto de lado e considerá-lo simplesmente uma "farsa" ou "coisa de lunáticos" é realmente uma tentação muito forte, mas, eu diria que é uma tentação perigosa e leviana.

Uma possível conclusão é a de que se “Ashtar Sheran” foi uma invenção ingênua, os rumos que tomaram são preocupantes. Se foi algo intencional, foi muito bem bolado e planejado, pois tornou-se um excelente sistema manipulador de mentes. Se foi ou é obra de "inteligências extraterrestres" é um assunto delicado e sua pesquisa está alêm do estudo multidisciplinar, entrando no transdiciplinar; atratores estranhos; bio e nanotecnologia; mecânica quântica; teorias relativísticas; psicologia; parapsicologia; teoria dos jogos entre outras e todas utilizadas em conjunto e não separadas como no processo multidisciplinar e o tratamento das informações e conclusões deve ser feito de forma mais imparcial e impessoal possível. E, sempre tendo em mente que provar que “Ashtar Sheran” realmente existe, não prova que este ser seria um extraterrestre! Assim como provar que um OVNI existe não prova que em seu interior existam seres extraterrestres. Aliás, neste mundo altamente manipulável em que nos encontramos, deveríamos constantemente nos perguntar a quem interessa provar a existência de vida Inteligente e Consciente fora da Terra? Ou será que nós também e ainda acreditamos que não existem meios de se gerar energia de forma limpa e econômica?

Uma coisa é certa o assunto “Ashtar Sheran” não é apenas cultuado por pessoas "simples" ou "do povo". Artistas de renome, internacional até, estão envolvidos nisso. Todos, sem exceção são pessoas altamente manipuláveis e propensas a comandos autoritários anônimos, como bem definiu Erich Fromm em seu livro “Medo a Liberdade” e brilhantemente Theodor Adorno, em “The Authoritarian Personality”. A classificação se encaixa muito bem em vários aspectos da questão ufológica, na criação de grupos e seitas e no padrão seguido por muitos “contatados”, principalmente aqueles que se dizem serem extraterrestres em missão na Terra!

Pode-se observar, em grupos regidos por um comando central (seja extraterrestre ou não) um verdadeiro fenômeno de transe hipnótico regressivo onde a devoção, a cerimônia e a obediência são ditadas e utilizadas pelos membros de uma elite de pessoas extremamente fechada. O comportamento destes grupos são psicologicamente contagiosos, tanto no plano cultural como no plano das crenças sociais e dessa forma, espalham-se através da massa histérica, da massa hipnotizada e da mídia de massa. O psicólogo Gustavo Le Bom afirmou: “Num grupo, muitos sentimentos e atos são contagiosos , e contagiosos num nível que um indivíduo prontamente sacrifica seus interesses pessoais em função do interesse coletivo”.

Theodor Adorno dá conta da psicologia regressiva de grupos organizados que se ajustam à característica de autoritarismo camuflado em “boas intensões”: o que acontece quando as massas são carregadas por uma propaganda messiânica não é uma expressão espontânea primária do instinto mas, uma revitalização quase cientifica de suas psicologias – a regressão artificial descrita por Freud em sua discussão sobre os grupos organizados. A coletivização e institucionalização do encantamento, fazem a transferência mais e mais indireta só que a hipocrisia da identificação entusiástica e a dinâmica da psicologia do grupo são tremendamente incrementadas, por sentirem-se pessoas especiais, participes de uma experiência fascinante e assim, se dispõem a fazer qualquer coisa, inclusive ir contra sua própria identidade e espécie! Quem viu o filme "Independence Day", deve se lembrar que os "colaboradores" controlados por "ufo-cultos" eram aqueles que estavam no topo do primeiro prédio destruído! E, temos trabalhos de peso que nos mostram bem este lado do ser-humano: pessoas autoritárias adoram misticismos e "poderes"! Quem pensar um pouquinho vai enxergar este tipo de conduta e posturas em várias pessoas bem aqui no Brasil, algumas bem famosas, inclusive!

O conteúdo analisado de todo material que chegou às minhas mãos, como sendo procedente de “Ashtar Sheran”, descontado os prováveis mentalismos, filtros e paradigmas, mostra que algo de anormal está realmente ocorrendo e, como já disse, as origens podem ser várias e até apostaria muito, em algumas. Um exemplo do erro de tentar se interpretar algo, com uma visão limitada e de acordo com a “nossa” lógica, baseada no conhecimento atual, está na típica comunicação, atribuída a “Ashtar Sheran”, que nos anos 50/60, alertava sobre os perigos da utilização da energia nuclear. Oras, alguns poderão dizer que isto é óbvio, pois todos sabem destes perigos mas, nos anos 50 e até o final dos 60, alguém realmente sabia? Pelo que eu saiba, foi depois de Chernobyl em 1986, que o terror atômico ficou realmente conhecido pelo público em geral! Outros ainda dirão que melhor do que alertar para os perigos da energia nuclear, seriam os extraterrestres poder impedir o “aperto de botão”; o lançamento de uma bomba ou ainda inutilizar todas as usinas nucleares existentes! Oras, será então que a função de uma suposta entidade extraterrestre é a de ficar intervindo como um “anjinho da guarda” em tudo que os “moleques” humanos fazem de errado? Será que um pai ou mãe que constantemente tem de intervir a favor de um filho, está tendo um comportamento mais saudável do que alertá-lo e deixá-lo decidir seu próprio caminho? Limitar o desenvolvimento do filho, cerceando suas ações é produtivo? E após a morte dos pais, quem irá conduzir o agora dependente filho? Quais são os limites da relação de dependência entre as formas de vida? E mais ainda, quais são os limites de atuação de nosso “livre-arbítrio” e o que significa e pode ser classificado realmente como uma “interferência”? O que interfere mais: uma ação direta e concreta ou uma “mensagem telepática” que não se sabe a real origem?

Claro que não estou querendo defender a existência de “Ashtar Sheran” e outras supostas entidades e mensagens, mas sim, ampliar os limites de nossa ignorância frente ao fascinante tema. Afinal, como diria Daniel Coleman, a nossa realidade está conformada daquilo que somos capazes de sintonizar! E, infelizmente não tem jeito: o cérebro humano é um “simples” detector de energia eletromagnética e toda informação que chega até ele, é obtida pelo sistema nervoso central que a obtêm de sensores bioelétricos, mas e, como cada corpo biológico é diferente, as interpretações para um mesmo estímulo externo, também o são! Felizmente, existem as percepções “extra-sensoriais”, isto é, que acreditamos serem “extras” mas na verdade estão inclusas no “pacote” genético humano, apenas ainda não aprendemos a utilizar corretamente estes sensores e, sem utiliza-los de maneira adequada, com frequência as nossas concepções se interpõem ante nossas percepções.

Ao longo deste trabalho, com certeza inacabado, tentei traçar o início das referências a entidade “Ashtar Sheran” e ao modo como um acontecimento, que pode ter sido real ou não, tomou inúmeros caminhos, versões, acréscimos e cortes de acordo com a cultura, ignorância e esperteza de quem recebeu ou viu neste assunto uma maneira de ficar famoso e rico. Mostrei também como o público leigo, que também não recebe a mínima explicação da dita ciência, fica literalmente perdido e passa então a duvidar dessa mesma ciência, da ufologia, do governo e assim nascem as conspirações, seitas, ufo-cultos, etc, que interpretam o que acham que estão percebendo, da maneira que querem e como já deixou bem claro Hynek, é difícil, senão impossível entender o Fenômeno OVNI com a nossa ciência atual. É preciso encontrar uma nova fórmula para encarar o problema, e o primeiro passo é abandonar as idéias pré-concebidas. Isso contrasta com o pensamento do físico e ufólogo Alberto Carmo, quando diz que o Fenômeno OVNI é uma incógnita como outra qualquer, mas, só se descobre se uma incógnita é válida ou não, quando ela verifica a equação e para saber isso, tem-se de resolver a equação. Falar que a equação “não existe” ou pior “que não tem solução” é uma heresia, na ciência e então, ficar discutido se OVNI´s e “Ashtar Sheran” são ou não dignos de estudo científico, é na verdade, uma questão de preconceitos interesseiros. A idéia é fácil de entender: quando perguntaram a Wernher Von Braun porque ir até a Lua, algo que era uma “loucura impossível”, ele simplesmente e “cientificamente” respondeu “oras, porque ela está lá”!

Última Atualização ( 28 de abril de 2007 )
 
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