FONTE: Jornal O Norte - Paraíba - 08/02/04
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Municípios de São João do Rio do Peixe, Sousa, Ingá, Alagoa Grande e Boa Vista entraram no roteiro dos ovnis, segundo relatos dos moradores
Fernanda Medeiros
Seres estranhos e objetos voadores não identificados (ovnis) voltaram a aparecer no interior da Paraíba. Desta vez, eles escolheram as cidades de São João do Rio do Peixe, Sousa, Ingá, Alagoa Grande e Boa Vista. Para estudar o caso, o ufólogo e biólogo Paulo Aníbal G. Mesquita, da organização EXO - X com sede em São Paulo, passou uma semana no estado colhendo informações e material para comprovar a hipótese de seres extraterrestres em solo paraibano.
O ufólogo desembarcou no estado atraído pela história de um senhor de São João do Rio do Peixe que presenciou um ser diferente, com aparência animalesca na região. ''Pedimos para que a pessoa desenhasse o ser. Através da figura, podemos observar que o ser tem os membros superiores e inferiores, cabeça grande e olhos redondos escuros'', afirma Aníbal. A aparição aconteceu em uma noite de lua cheia. De acordo com relatos da pessoa, em outra ocasião, ele já havia visto uma luz muito forte passando pela cidade em direção a cidade de Sousa.
Outro relato que Aníbal está investigando é o de um óvni que apareceu em Ingá. Segundo ele, o observador descreveu a nave como se fosse um cone de cabeça para baixo, com brilho esbranquiçado, um feixe de luz amarelo e três bolas vermelhas.
No relato, a pessoa afirma que apenas uma das bolas vermelhas aterrissou. O ufólogo recolheu uma pequena amostra do solo onde, possivelmente, um dos círculos pousou, para analisar em laboratório e confirmar se houve a presença de um ovni. ''Estamos levando para analisar o material que pegamos em Ingá para averiguar se a aparição se trata de um ovni. Geralmente, nos locais onde as naves aterrissam a terra fica estéril'', explica.

Criatura testemunhada na Paraiba ( reprodução feita pela testemunha)
Ele acredita que deve ter havido realmente o pouso de algum objeto voador não identificado em Ingá, porque uma das primeiras evidências acontece quando a bússola fica girando sem ter uma direção certa. ''A bússola ficou descontrolada, o que prova a existência de uma força magnética grande. E isto acontece quando uma nave aterrissa na terra, pois têm um magnetismo extremamente forte'', acrescenta. Para Aníbal, as luzes vermelhas são uma espécie de naves menores que servem para sondar o ambiente. Ele afirma que há relatos, ainda, de casos em Alagoa Grande e Boa Vista.
Na cidade de Sousa, Paulo Aníbal, ficou sabendo da historia de uma senhora que teria sido abduzida. ''Tentamos pegar o relato da senhora que pode ter sido raptada por seres alienígenas, mas ela não quis falar sobre o assunto'', relata.
Pouso da nave é investigado
A hipótese de um ovni ter aterrissado em Ingá e outro em Alagoa Grande está sendo analisada pelo EXO - X em São Paulo. A conclusão sobre o estudo deverá estar pronta dentro de um mês. ''Pegamos uma amostra do local onde a nave pousou, além de umas folhas secas para fazer a comparação. Acredito que teremos o resultado dentro de um mês'', afirma Paulo Aníbal.
Ele disse que realiza inúmeras pesquisas de campo através de informações recebidas das mais diversas fontes, desde relatos de visões de naves até casos relacionados com aterrissagem. Os estudiosos analisam também outras formas de interações entre o óvni e o meio ambiente, como por exemplo, a ação das 'luzes' do objeto sob o solo.
''É importante a preservação do local, com as suas características originais para a realização da perícia inicial, com todos os levantamentos possíveis, como metragem, levantamento fotográfico, determinação da temperatura, do PH, coleta de materiais em pontos específicos, verificação do campo magnético, verificação de elementos estranhos, verificação microscópica inicial e medição radioativa quando possível (com contador Geiger).
Pesquisa e equipamentos
A EXO - X utiliza para uma pesquisa de campo mais de 10 equipamentos. Entre os essenciais estão as luvas cirúrgicas, pinças, paquímetro, lupas, mini microscópio (60x-100x), além de luz ultravioleta, bússola, magnetômetro, bisturi, fitas de ph, frascos estéreis para coleta e frascos escuros para coleta de líquidos.
''Todo esse material é necessário para a coleta de evidências achadas em pesquisa no campo, assim como amostras de solo, vegetais ou qualquer outro elemento inerente ao caso para posterior pesquisa em laboratório'', ressalta. Ele enfatiza que o uso de toda a parafernália é essencial por questão de biossegurança devido à manipulação com elementos estranhos, que podem contaminar a pele.
Ele detalha que do material colhido é realizada uma análise microscópica, além da cultura em meio nutriente, porque segundo o ufólogo, ambos ajudam na determinação das características biológicas, entre elas a fertilidade do solo, pois os UFOs interferem nas características de fertilidade.