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"Sinais" em plantações suscitam boatos de visitas de ETs em Ipuaçu PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
14 de novembro de 2008

Por Elisa Estronioli
Fonte: UOL Notícias


"Eram 9h15 da noite da segunda-feira, dia 10. Eu abri janela do quarto e vi um disco grande, não sei dizer o tamanho, mas era grande; tinha luzes vermelhas dentro, tipo um néon, e dois triângulos em cima, com luzes verdes, néon também. Ele girava bem lentamente. Fiquei olhando até umas quinze para a meia-noite. Do disco, saía um círculo, tipo uma sombra, do mesmo formato das marcas que apareceram nas plantações. Eu creio, não tenho certeza, mas acho que 'ele' estava tentando pousar e não conseguia, e que o círculo aparecia quando tentava pousar. Fiquei espantada, mas curiosa. Chamei os vizinhos, outras pessoas vieram e também viram. Liguei para a rádio da cidade, mas ninguém atendeu."

Círculos de Ipuaçu

Assim Ana Clei Teixeira, funcionária de um supermercado, relata sua visão de um objeto não identificado no céu de Ipuaçu, no interior de Santa Catarina. Na cidade de apenas 6,8 mil habitantes não se fala em outra coisa: de sábado para domingo apareceram, em duas plantações, círculos de aproximadamente 20 metros de diâmetro, cuja origem desconhecida suscitou os rumores de que a região tenha sido visitada por seres de outros planetas.

"Todo mundo está apavorado, com um olho na terra e o outro no céu", contou Mauro Beviláqua, funcionário da prefeitura da cidade. Segundo seu depoimento, os dois círculos são idênticos e apareceram em duas propriedades, uma delas a 500 metros do perímetro urbano e outra a cerca de 4 km, em uma plantação de trigo e outra de tricale (híbrido de trigo e centeio), próximas a uma rodovia.

Os boatos fizeram com que Ivo Luís Dohl, radialista de Xanxerê (a 25 km de Ipuaçu), crente de que "não estamos sozinhos no universo", convidasse o ufólogo Ademar José Gevaerd para visitar o local. Gevaerd, um professor de química que abdicou da profissão em 1986 para se dedicar exclusivamente à ufologia, é fundador e presidente do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores - "a maior entidade do gênero do hemisfério sul", de acordo com sua home page - e editor da revista UFO.

O especialista no assunto descartou a possibilidade dos círculos terem origem terrena: "Não podemos afirmar com garantia do que se trata, mas uma coisa é certa: aqueles círculos não foram feitos pela mão humana e nem por fenômenos da natureza, atmosféricos ou metereológicos".

Gevaerd lista as peculiaridades que, em sua opinião, impossibilitam a confecção dos círculos por pessoas: a dimensão considerável das figuras, o fato delas serem idênticas, apesar de distarem 5 km uma da outra, e a maneira como os caules foram dobrados (todos uma única vez, no sentido horário, formando uma espiral e sem vestígios de queimadas ou quebras - o que segundo o estudioso, afasta a possibilidade das formas terem sido causadas por máquinas agrícolas).

Gevaerd compara o caso com outros ocorridos no estado de São Paulo, nas cidades de Buritama, Riolândia e Peruíbe. "Lá, tratavam-se de marcas de pouso de naves. Em Ipuaçu, são sinais, mensagens de comunicação como aquelas que apareceram na Inglaterra, na década de 80". A comunidade ufóloga ainda não tem interpretações sobre o significado dessas mensagens.

"Balela de quem quer vender notícia"

Milton Dino Frank Junior, presidente do Centro de Ufologia Brasileiro (CUB), não partilha da análise de Gevaerd: "A hipótese desses cículos terem sido feitos por humanos é de 99,99%. Esse fenômeno é muito comum no mundo, na Inglaterra, inclusive, foram divulgados vídeos de pessoas fazendo essas formas com cordas durante a noite". Segundo Junior, uma pesquisadora do CUB, que foi até Ipuaçu, relatou que os desenhos não eram nada demais e chegavam a ser "mal-feitos".

"Por que alguém viajaria anos-luz para chegar aqui e desenhar uma bolinha? Não tem sentido. Para nós, ufologia é uma questão de segurança do espaço aéreo, porque aparecem luzes no céu que ninguém sabe o que são e se podem ser ameaças ou não. Mas esses sinais em plantações são balela de quem quer vender notícia ufológica. Há relatos de pessoas que fizeram isso para atrair visitantes para cidades que estavam falidas", explicou Milton Dino.

Beviláqua negou que Ipuaçu esteja faturando com essa história. Segundo ele, não há aumento de turistas na cidade por conta dos círculos, já que Ipuaçu nem mesmo conta com uma rede hoteleira: "Quem vem para cá fica em Xanxerê ou em um hotel na estrada, a 14 km daqui". Ele também nega que os donos das propriedades estejam cobrando entrada de quem quiser ver os sinais.

A maioria de visitantes das plantações é formada por moradores do próprio município e das proximidades. Não há estimativas de quantas pessoas foram à fazenda para ver os círculos, mas Beviláqua estima que cerca de 10 mil pessoas - mais que a população da cidade - tenha visitado o local.

Já Albino Arcari, dono de um hotel em Xanxerê, estima a quantidade de visitantes em cerca de 5 mil. Segundo Arcari, os clientes do hotel tem comentado muito sobre o assunto, mas exceto pelo ufólogo Gevaerd, ninguém se hospedou lá por conta dos círculos. "Para ver os círculos vão muitas excursões de escolas de municípios da região", diz.

 

Última Atualização ( 14 de novembro de 2008 )
 
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