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Ex ministro do Canadá acredita em OVNIS e diz que existe acobertamento PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
05 de setembro de 2007

Paul Hellyer

 

Entrevista concedida a Paola Harris, consultora em Roma
Tradução de Claudio Schroeder Möller

De tempos em tempos, uma nova autoridade junta-se a um corpo de mais de 600 pessoas que, em posições-chave em governos de vários países, já manifestaram aberta e publicamente sua convicção de que o Fenômeno UFO deve ser pesquisado oficialmente e os resultados de tal pesquisa, comunicados à humanidade. Em novembro de 2005 foi a vez do respeitado político canadense Paul Hellyer somar-se a esse crescente grupo. Hellyer tem uma carreira de respeito e sua nova posição agrega credibilidade à Ufologia. Serviu como ministro da Defesa do Canadá entre 1963 e 1967, na gestão do então primeiro-ministro Lester Pearson, e foi vice-primeiro- ministro de Pierre Trudeau. Portanto, sabe bem o que fala.

Num ato já aguardado por insiders da Comunidade Ufológica Mundial, mas inusitado para a população, Hellyer uniu forças com três organizações ufológicas não-governamentais para pedir ao Parlamento canadense que realizasse debates públicos sobre UFOs e civilizações alienígenas. A notícia causou furor nos meios ufológicos e muita curiosidade fora deles. Hellyer falou, em pronunciamento, que era hora de dar ouvidos aos adeptos da exopolítica, uma área que pratica um misto entre Ufologia e política, definida por seus defensores como “o estudo, planejamento e diplomacia nas relações com seres extraterrestres”. Para Hellyer, não restam dúvidas de que civilizações alienígenas mais avançadas tecnológica e eticamente estão visitando a Terra.

Política ufológica

Dois meses antes, em 25 de setembro, num surpreendente discurso na Universidade de Toronto, o político chamou à atenção da imprensa mundial ao declarar: “Discos voadores são tão reais quanto os aviões que voam sobre nossas cabeças”. E completou: “Estou tão preocupado com o que poderão ser as conseqüências de uma guerra intergaláctica que achei que deveria dizer algo a respeito”. Para ele, que se referiu principalmente ao Caso Roswell, o encobrimento de seus detalhes e a política de acobertamento ufológica são uma lástima. Num tiro certeiro no maior parceiro comercial de seu país, os Estados Unidos, Hellyer acusou os militares norte-americanos de estarem preparando armas para serem instaladas no espaço e que poderiam ser usadas contra extraterrestres. Disse que, em sua insanidade, os oficiais dos EUA poderiam colocar todo o mundo numa guerra intergaláctica inevitável e de conseqüências catastróficas.

Parece exagero, mas não é. Sabe-se, atualmente, que o orçamento militar dos Estados Unidos nunca foi tão grande e que a administração Bush não mede esforços para buscar ainda mais poderio militar, já que sua diplomacia é falha em inúmeros aspectos. “Bush concordou em deixar seus militares construí­rem uma futura base de opera­ções na Lua, que os colocaria em melhor posição para rastre­ar as entradas e saídas desses visitantes do espaço exterior e atacá-los quando quisessem”, declarou, espantando a todos. O discurso de Hellyer na Univer­sidade de Toronto foi encerrado com uma significativa ovação em pé. E ele ainda disse aos es­tupefatos presentes: “Chegou a hora de se levantar o véu do en­cobrimento à questão ufológica e deixar a verdade emergir, para que possa haver um debate real sobre um dos problemas mais importantes que nosso planeta enfrenta nos dias de hoje”.

Presença alienígena

Com ta­manho incentivo, as ONGs ufo­lógicas do Canadá não perderam tempo e foram até o Parlamento, em Ottawa, a capital, para re­querer que sejam realizadas au­diências públicas sobre a presen­ça alienígena na Terra e decidir como o país deve se posicionar oficialmente quanto ao assun­to. Talvez isso venha mesmo a ocorrer, já que o órgão legisla­tivo canadense é conhecido por seus debates francos e abertos sobre temas polêmicos, como casamento entre homossexuais, liberação do uso da maconha etc. Os ufólogos do país prometem insistir. Em 20 de outubro pas­sado, o Institute for Cooperation in Space [Instituto para Coope ração no Espaço, ICIS] – que tem entre seus integrantes o as­tronauta Brian O’Leary, o eco­nomista Alfred Lambremont Webre e o escritor Arthur Cla­rke – requisitou formalmente ao senador Colin Kenny, presiden­te do Comitê do Senado para Segurança e Defesa Nacional, que iniciasse o processo de dis­cussão sobre o assunto.

Outra organização não-go­vernamental envolvida no pro­cesso, o Disclosure Project [Pro­jeto Revelação], que atua princi­palmente nos EUA, também con­signou seu pedido ao Parlamento canadense para a realização dos debates e ofereceu-se para asses­sorá-lo, apresentando testemu­nhas militares de alta patente que tiveram contatos de vários graus com naves alienígenas e seus tri­pulantes, além de ex-agentes da inteligência norte-americana. A terceira ONG, o Exopolitics Ins­titute [Instituto de Exopolítica], dirigida pelo cientista e autor Michael Salla, juntou-se às de­mais para elaborar o que chama­ram de Iniciativa Canadense de Exopolítica, um esforço conjun­to para sensibilizar autoridades do país a se decidirem a tomar uma posição quanto ao assunto diferente da de seu secular par­ceiro, os Estados Unidos.

O Exopolitics Institute já ha­via apresentado ao Senado cana­dense, em 10 de março de 2005, o documento Uma Década de Contato, que propõe que o go­verno empreenda “um processo de 10 anos de educação pública, pesquisa científica, desenvolvi­mento educacional, planejamen­to e atividades públicas visando preparar a sociedade para esta­belecer regras de diplomacia pa­ra lidar com avançadas culturas extraplanetárias agora visitando a Terra” . Paul Hellyer, um dos homens públicos mais respeita­dos de seu país e do mundo, ade­riu por completo à iniciativa das ONGs e prometeu ajudar na im­plantação de uma nova mentali­dade no Canadá e em todo o glo­bo, que permita à humanidade ver nossos visitantes extraterrestres de maneira aberta e franca.

A luta continua

Infelizmente, no fim do ano passado, o ICIS re­cebeu uma comunicação do Co­mitê do Senado para Segurança e Defesa Nacional dizendo que o órgão não poderia sediar as au­diências públicas sobre extrater­restres requisitadas, por causa de sua agenda lotada. “Isso não nos deterá”, disse um porta-voz da entidade. “Nós vamos em frente com nosso pedido ao primeiro-ministro Paul Martin e aos líde­res da oposição no Parlamento, e iremos refazê-lo ao Senado em meados de 2006”. Talvez os Es­tados Unidos, em sua eterna po­sição de big brother de plantão, tenha influenciado na decisão do Parlamento canadense. Mas o fato é que a luta continua, e os ufólogos do país não se darão por vencidos tão facilmente, ain­da mais com um apoio de peso como o de Hellyer. “O governo precisa divulgar abertamente o assunto e trabalhar para vetar a instalação de armas de guerra no espaço contra sociedades ex­traterrestres”, declarou. Vamos à entrevista.

UFO — O senhor surgiu há pouco tempo no cenário ufológi­co com um discurso rígido con­tra a política norte-americana de sigilo aos UFOs e usando termos muito incomuns para uma autoridade. Seu interesse pela questão dos discos voado­res tem origem em sua atuação como ministro da Defesa ou é uma curiosidade recente?
Hellyer — Na verdade, meu interesse é bem recente. Quan­do fui ministro da Defesa, tinha sempre em minha mesa relató­rios oficiais que tratavam de avistamentos de UFOs. Mas eles apenas indicavam se ha­via uma explicação natural ou não para os fatos, nada além disso. Na época, eu estava mui­to ocupado para me preocupar com esta questão e assim não me aprofundei nela. Também porque fui o ministro que agre­gou as forças armadas de meu país – o Exército, a Marinha e a Força Aérea Real Canadense – em uma única instituição, fa­to inédito no mundo ocidental. Robert McNamara, então se­cretário da Defesa dos Estados Unidos, disse que isso era o que todos os ministros gostariam de fazer, mas não tinham coragem. Foi uma verdadeira guerra con­seguir tal feito, o que não me deixou tempo para mais nada. Apenas recentemente passei a pensar com seriedade na ques­tão dos discos voadores, e de­fendo que são coisa séria.

UFO — McNamara foi quem trabalhou junto ao presidente John Kennedy, nos anos 60?
Hellyer — Sim, foi ele, du­rante a Guerra Fria, uma época em que todos estavam muito ocupados para pensar em dis­cos voadores e coisas assim. Mas há pouco tempo, quando alguns amigos começaram a me enviar informações sobre o assunto, passei a acompanhar o tema. Devo admitir que o que instigou ainda mais meu interesse foi o li­vro do coronel Philip Corso, The Day After Roswell [O Dia Após Roswell, Pocket Books, 1997] , que li um ano atrás [Fevereiro de 2005], e decidi ler sem parar. Ao final, pensei: eis um assunto que quero pesquisar a fundo, por­que é importante e existem mu tas questões políticas envolvidas. O livro de Corso teve o condão de despertar minha atenção para a questão, que eu já sabia que era algo muito sério.

UFO — O senhor se recorda de quem ganhou o livro do co­ronel Philip Corso?
Hellyer — Acho que foi de Pierre Jeauneau [Político apo­sentado e veterano de guerra canadense]. O Pierre tem me enviado bastante material so­bre vários assuntos. Ele é muito atencioso comigo e me informa do que acha importante, embora saiba que estou sobrecarregado de trabalho, como você mesma viu em minha mesa...

UFO — É verdade. O senhor é um ativista em muitas áreas...
Hellyer — Sim, muitas. As pessoas me perguntam o que eu farei agora, que estou aposentado, e digo a elas que a única diferen­ça é que agora eu trabalho apenas seis dias por semana... Mas li o livro de Corso por saber que sua narrativa era sobre algo autêntico, o Caso Roswell. E me pergun­tei: será que alguém seria capaz de criar uma ficção as­sim? Eu leio apenas alguns livros por ano e, em 2005, o de Corso foi o que me mar­cou. Foi tão convincente que não pu­de me decidir, até chegar ao final, se o que ele relatava era fato ou ficção. Após examinar a obra, concluí que não se tra­tava de uma invenção, pois o autor menciona muitas datas, nomes e lugares que não podem simples­mente ter sido criados. E há ainda inúmeras referências que eu re conheço como legítimas, como a que envolve o ex-ministro da Defesa Nacional. De repente, ao estudar o livro, fui me tornando profundamente interessado e en­volvido pelo assunto.

UFO — O livro inclui uma re­ferência ao senhor, a história de que teria chamado um general dos Estados Unidos para confir­mar alguns fatos. É verdade?
Hellyer — Eu não tenho per­missão para falar neste assunto, mas o que está no livro é verda­de. Quando eu o estava lendo, meu sobrinho, que é militar e passava uns dias em minha casa, perguntou-me do que se tratava. Ao responder, ele, que é cético quanto aos UFOs, como gran­de parte da população, não deu muita importância. Mas, algu­mas semanas depois, me ligou para relatar que tratou do assun­to com um amigo comum, um general aposentado, e que este havia lhe dito que cada palavra publicada na obra é a mais pu­ra verdade. Meu sobrinho mu­dou radicalmente de posição e disse: “Agora, sou quem quer pôr as mãos nesse livro”.

UFO — Bem, The Day Af­ter Roswell foi um bestseller logo quando lançado, no 50o aniversá­rio do Caso Roswell. E olhe que há pessoas que sequer acre­ditam que ele aconteceu. O coronel Cor­so relatou na obra que che­gou a ver o corpo de um ser extraterrestre morto em Fort Riley [Instalação do Exército norte-americano], no Kansas, em 1947. Além disso, Corso trabalhava no Pentágono, o que transforma seu relato em algo de grande credibilidade.
Hellyer — De fato, o livro me deixou muito curioso e interessado, pois sei como entender questões políticas, como as que ele se refere. Entre elas, na época de Roswell, havia o pensamento do general Nathan Twining, que classificou os seres alienígenas como inimi­gos. Ora, se eram vistos como ini­migos, isso implicava que os Es­tados Unidos certamente estavam se preparando para se defenderem deles. Ou seja, se necessário, para matá-los. Mas a questão que vem a seguir é inevitável: se os norte-americanos decidissem enfrentar uma civilização com tecnologia superior, o que aconteceria? Tais raças alienígenas iriam simples­mente desistir de seus planos de aproximação da Terra ou retalia­riam nossas ações bélicas? E quais seriam, então, as conseqüências de um ato hostil para os EUA e para o mundo? Todas estas per­guntas são tremenda e absoluta­mente importante para nós.

UFO — E caso nossos visi­tantes sejam amigáveis?
Hellyer — Bem, é claro, ou­tras considerações políticas se­ riam aplicáveis caso a tecnologia desses seres estivesse ao nosso alcance. Ela teria, por exemplo, o poder de salvar nosso planeta da destruição que nós mesmos estamos causando. Com a ajuda deles, poderíamos deixar de usar combustíveis fósseis, reconstruir a camada de ozônio e ainda fa­zer com que as calotas polares parassem de derreter, evitando que aumentassem os níveis dos oceanos – algo que vem desregu­lando o clima global. Mas estas são apenas conjecturas, pois não sabemos ao certo quais são as in­tenções desses visitantes.

UFO — O senhor tem levado a sério a existência dos discos voadores por que é uma ques­tão de segurança nacional ou por que, como ser humano, tal fato mudou sua forma de enca­rar o mundo?
Hellyer — Ambas as coisas. É importante para os governos verem que a ação de outras raças cósmicas em nosso meio é uma questão pertinente à segurança nacional, como é ao cidadão co­mum ver que tal fato pode mudar completamente sua forma de en­carar a existência humana.

UFO — O senhor demonstra estar particularmente interessa­do no Caso Roswell. O que acha da política de acobertamento que até hoje o governo norte-americano aplica ao incidente?
Hellyer — Uma lástima. Eles, os militares dos EUA, acusam as pessoas que testemunharam o acidente de não terem credibi­lidade, afirmam que os investi­gadores do caso estão equivoca­dos e ainda dão desculpas sem o menor sentido para explicar o fato. Estou convencido de que o governo dos Estados Unidos mantém um acobertamento sis­temático do assunto, algo real­mente meticuloso e que teve su­cesso por cerca de meio século. Mas hoje isso não tem mais cabi­mento. Tal política de duas faces se encaixa na teoria de Lewis Lapham, a de que existem dois governos em ação. Creio que ela lhe seja familiar?

UFO — A do governo da som­bra e o governo real?
Hellyer — Ou a do governo permanente e do governo provi­sório. Lapham diz que o governo permanente dos Estados Unidos tem uma lista com 500 empresas em Washington, que fazem seu trabalho legal, e as melhores companhias de relações públicas do país, que tratam de sua ima­gem e propaganda. São essas em­presas que comandariam de fato os Estados Unidos e tratariam de estabelecer suas políticas, sem­pre com critérios bem definidos, que não incluem levar a sério a questão dos discos voadores. Até mesmo as eleições, que ocorrem para estabelecer quem irá ocupar as vagas no outro governo, o pro­visório, são operações de cartas marcadas, de fachada.

UFO — Como assim?
Hellyer — Como político aposentado, me permito afirmar que em época de eleições eles pegam atores programados para ler textos previamente ensaiados, num palco bem definido e sem surpresas. Nada acontece de im­proviso, e tem sido assim há dé­cadas. Tudo é estabelecido pelo tal governo permanente, ou real, para que se coloque em funcio­namento o governo provisório, ou das sombras. Chamam isso de democracia, mas é pura bes­teira. O fato é que as regras estão lançadas há muito tempo e pou­co se faz para mudá-las. Isso se aplica à questão ufológica, que vem sendo mantida distante da opinião pública há décadas, em sucessivos governos provisórios que se alternam no poder.

UFO — O senhor acredita que estas regras precisam ser mudadas?
Hellyer — Sim. A aceitação da existência de outras raças no universo é uma questão políti­ca fundamental, que não deve ser resolvida apenas para bene­fício dos Estados Unidos, mas de toda a humanidade. Ela está diretamente ligada, neste instan­te, à implantação de um sistema antimíssil pelos EUA, que é, na verdade, um meio para enfrentar intrusos alienígenas. Lamenta­velmente, como estamos juntos deles em quase tudo que ocorre, é possível que o Canadá venha a tomar parte nisso. Ainda esses dias vi nos jornais que nosso no­vo ministro da Defesa Nacional disse que iremos reabrir a ques­tão do sistema antimíssil. Eu me pergunto: queremos fazer parte disso? Queremos fazer parte des­se projeto sem antes sabermos com quem estamos lidando?

UFO — O atual primeiro-ministro canadense, sir Ste­phen Harper, estaria envolvi­do neste processo?
Hellyer — Absolutamente não! Tenho certeza de que não está, assim como também não é favorável ao projeto nosso minis­tro da Defesa. O que Harper está fazendo é levar adiante, com o conhecimento convencional que temos, a construção de um sis­tema que nos proteja de mísseis de inimigos terrestres.

UFO — O senhor é a favor da divulgação franca e aberta da existência de outras raças cósmi­cas e suas visitas à Terra?
Hellyer — Eu acredito na busca pela verdade. A Bíblia diz que a verdade nos libertará. Eu não acho que existe outra forma de encararmos a situação. Não creio que seja possível continuar vivendo uma mentira. Sou reli­gioso e não sou o único interessa­do na divulgação da presença ex­traterrestre. Acho que é natural e inevitável que existam outras es­pécies nesta galáxia ou em outras, que são mais avançadas tecnolo­gicamente do que nós e provavel­mente o sejam também espiritu­almente. Nós devemos aprender com eles a trabalhar juntos para construir um mundo melhor.

UFO — O senhor acha que algo deveria ser feito em conjun­to com seres de outras civiliza­ções aqui na Terra?
Hellyer — Deveríamos co­meçar sozinhos mesmo, me­lhorando nosso mundo, para somente então participarmos de projetos maiores de cooperação com outros seres. Esse é o tipo de projeto político que devería­mos adotar, e não gastar cente­nas de milhões de dólares com armamentos sofisticados quan­do temos milhões de pessoas em nosso planeta morrendo de fome e vitimadas por tantas doenças. Ora, um projeto custando tanto dinheiro, que se ajuste ao tempe­ramento do complexo industrial militar, é simplesmente contra a possibilidade de salvação de incontáveis vidas humanas que não têm chance alguma. Nós não estamos ajudando a melhorar o planeta quando temos capacida­de e recursos de amparar toda essa gente e dar-lhe uma vida digna, mas não o fazemos.

UFO — Isso a que o senhor se refere é parte dos princípios de sustentação da exopolítica, uma área que tem nos doutores Mi­chael Salla e Alfred Webre seus maiores expoentes. A exopolítica defende a necessidade de se fazer uma preparação para conviver­mos, num futuro bem breve, com seres de outras civilizações.
Hellyer — Bem, tenho certeza de que temos que fazer alguma coisa nesse sentido e aplaudo os esforços de quem está tentando. Temos que fazer algo positivo por meio da cooperação entre os in­teressados por um futuro melhor. Webre sugeriu um período de 10 anos para estabelecer regras de contato e cooperação com esses seres. Acho que seria maravilhoso que isso ocorresse e só Deus sabe para onde iríamos a partir de um contato oficial com outras inteli­gências. Isso seria muito mais po­sitivo do que desperdiçar os pró­ximos 10 anos tentando construir um sistema militar capaz de co­meçar uma guerra intergaláctica.

UFO — E esta seria uma guer­ra que não venceríamos...
Hellyer — Claro que não. Mas esta é uma possibilidade que al­guns militares nunca irão enxergar. Eu entendo seu modo de pensar e sei que eles não desistiriam de suas aspirações belicistas, até por­que a constante ação das forças ar­madas alimenta um complexo in­dustrial fabuloso, que precisa, no entendimento de alguns, continu­ar progredindo. Noutras palavras, guerras com humanos ou aliení­genas são lucrativas – mas apenas para certas pessoas, pois colocam o resto de nós em risco.

UFO — O senhor escreveu vários livros sobre economia, entre eles Surviving the Global Financial Crisis [Sobrevivendo à Crise Financeira Global, Chimo Media, 1996], e tem uma visão muito clara sobre esta questão.
Hellyer — Sim, vejo nosso sis­tema financeiro como um modelo em que gastamos dinheiro para ganhar uma guerra fictícia. Pro­duzimos muito mais armamentos do que podemos usar em todos os conflitos existentes e mesmo os que possam ser criados. E estamos substituindo todos eles por novos de tempos em tempos, realimen­tando a indústria bélica. É natural, portanto, que as mentes por trás deste nefasto sistema de enrique­cimento vejam na possibilidade de uma guerra de proporções es­paciais algo ainda mais lucrativo.
No fundo, a justificativa para a expansão arma­mentista ao espaço pode tão somente ser a de que­rer gerar mais lucros com a venda de equipamentos aos governos envolvidos.

UFO — O senhor tem tido bastante habilidade para tratar da questão extrater­restre com ou­tros políticos e pessoas com influência em certos círculos governamentais, como fez com o próprio pre­sidente George W. Bush quando pediu a ele que reconsiderasse sua posição de construir uma base na Lua. Mas o que o senhor diria às pessoas mais simples sobre os discos voadores, que conselho daria a elas?
Hellyer — Eu acho que as pessoas deveriam se informar mais e melhor sobre o que es­tá acontecendo, acompanhando todas as informações que estive­rem disponíveis – e existe muita coisa a ser lida e aprendida sobre a matéria. Em particular, precisa­mos usar globalmente a internet para espalharmos o que já se sa­be sobre UFOs e cobrar dos po­líticos alguma ação. No Canadá, recentemente, um grupo de ufó­logos pediu ao Comitê do Sena­do para Segurança e Defesa Na­cional para apoiar uma pesquisa sobre os discos voadores e ouvir testemunhas que tiveram experi­ências com eles. Tal iniciativa é louvável, e ainda que não tenha dado resultado prático até agora, tenho certeza de que dará.

UFO — O senhor acredita que o Canadá sofre pressão ex­terna para não discutir a questão ufológica amplamente?
Hellyer — Pode ser que sim, mas se nossos políticos se cur­varem a tais pressões, será muito ruim para todos nós. E se fizermos mui­to barulho em torno do assunto, a pres­são pode aumentar. Você sabe que as co­municações em nosso continente vão do sul para o norte, ou seja, dos Estados Unidos para o Ca­nadá. Mas não é incomum que façam o cami­nho inverso. A influência nor­te-americana que sofremos é considerável, mas somos um país autônomo que sabe o que quer. O que te­mos que fazer é pressionar os membros do governo e os parlamentares por respostas.

UFO — O senhor crê que eles seriam sen­síveis à questão ufológica?
Hellyer — Eu acho que sim. Precisamos questionar o que fa­zem com o dinheiro de nossos impostos, que projetos têm em andamento nesta área, quais de­les são secretos e por quê. Em uma escala considerável, isso pode funcionar e fazer com que surja uma abertura, que aumente gradativamente até que se saiba exatamente aquilo que está sen­do escondido sobre o Fenômeno UFO. Se nossos militares ou os norte-americanos consideram os alienígenas inimigos, queremos e precisamos saber por que razão.

UFO — O clamor popular pode mudar a política de aco­bertamento?
Hellyer — Sim. E nós temos a enorme responsabilidade de co­locar pressão sobre os políticos, para que saibam que a hora de falar a verdade chegou e que que­remos abertura total ao assunto. Queremos sa­ber a verdadei­ra situação da aproximação de outras raças da Terra e de­cidir se vamos embarcar em um projeto para salvar o planeta em cooperação com outros pa­íses. Ou se ire­mos apenas permitir que as superpotências continuem pro­duzindo bom­bas de hidro­gênio maiores e melhores pa­ra transformar nosso planeta num mundo inabitável. Pura e simplesmente, esta parece ser a escolha.

UFO — O senhor está escre­vendo um novo livro em que irá dedicar um capítulo a este assun­to. Poderia nos dar uma idéia do que ele conterá?
Hellyer — Basicamente, tra­tará das coisas que conversamos, começando com a apresenta­ção de evidências da presença extraterrestre em nosso plane­ta, por parte de ufólogos que têm muita experiência na área. Estou convidando cerca de 10 pesquisadores de alta credibi­lidade para mostrarem os fatos que têm documentado sobre os discos voadores. Também cha­marei testemunhas de contatos diretos com nossos visitantes. O capítulo – e o livro todo – será um documento para expor por­que acredito que chegou a hora da divulgação total da questão ufológica. Irei também abordar alguns aspectos políticos sobre ela, que julgo imprescindíveis de serem tratados.

UFO — Sua decisão de pu­blicar este trabalho nos deixa animados a levar adiante nos­sa campanha mundial para que os governos admitam a verda­de. Quando o senhor pretende lançar sua obra?
Hellyer — Acho que ainda precisarei de mais de um ano para completá-la, pois quero que seja bastante profunda e ao mesmo tempo acessível a qual­quer pessoa. Na minha posição, não posso escrever algo que não atinja as expectativas dos lei­tores, especialmente agora que me engajei neste movimento e quero dar o melhor de mim. Quero pesquisar direito cada as­pecto da fenomenologia ufoló­gica e pretendo que meu livro seja o mais autêntico possível. Ele será voltado não apenas pa­ra leitores dos EUA e Canadá, mas de todo o mundo.

UFO — Muito bem posto, porque o que acontece na Amé­rica do Norte certamente refle­te no mundo todo. O Fenôme­no UFO parece ter o condão de transformar este planeta numa verdadeira comunidade global, algo que envolve todos os habi­tantes da Terra.
Hellyer — De fato, somos uma comunidade globalizada e todos no planeta são afetados pe­las mesmas questões. Podemos ter um mundo em paz se tivermos homens e mulheres de boa von­tade, justamente o que parece estar faltando. Nossos visitantes, com sua ação de aproximação, podem mudar isso. Podem fazer brotar na humanidade um pensamento diferente, que venha transformar nosso futuro em algo melhor e mais completo. Isso não é utopia, mas algo real. Temos tecnologia e quase tudo o que precisamos pa­ra isso, exceto vontade política de muitas autoridades, que preferem a guerra e o confronto. O faleci­do general Dwight Eisenhower já nos alertava sobre isso quando nos aconselhava a ter cuidado com o complexo industrial militar. Ele era um profundo conhecedor da questão alienígena e deve ter con­cluído que nossos burocratas po­deriam se apropriar de informação de origem extraterrestre, usando-a em beneficio próprio.

UFO — Bem, aguardaremos com ansiedade a publicação de seu livro. Ter alguém como o se­nhor para validar os esforços dos ufólogos de todo o mundo é mui­to importante e trará excelentes conseqüências para a compreen­são definitiva, por parte de todos, de que não estamos sós.
Hellyer — Espero estar aju­dando, e que possamos traba­lhar juntos em futuros proje­tos nesta área

Última Atualização ( 05 de setembro de 2007 )
 
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